terça-feira, 15 de agosto de 2017

O Sutra do Lótus - Apresentação

Saddharma-pundarika título do sutra em Sanscrito
Saddharma=Verdade absoluta
Pundarika=Lótus branco

Sakyamuni pregou esse ensino nos seus últimos oito anos de vida.


Segundo a tradição budista os discípulos de Sakyamuni se reuniram cerca de três meses após sua morte, na gruta das sete folhas, perto de Rajagrilha, capital do estado de Magadha, na India oriental.
Desse conselho participaram 500 monges presididos por Mahakashyapa. Os membros que participaram dessa assembléia confirmaram a retidão das informações e recitaram juntos, porém nada foi escrito, pois não era costume da época.
Apenas cerca de um século após essa assembléia é que os monges começaram a compilar e a preservar essas informações em textos conhecidos como Vinaya (regras) e como Sutras (doutrinas e ensinamentos).
Com o passar do tempo os sutras foram sendo traduzidos e levados para outros países chegando assim à China. e foi na China que Tient'ai organizou o sutra do Lótus, dividindo-o em 28 capítulos.


 E em sua oitava tradução realizada por Kumarajiva e com o título de Miao-fa -lien - hua Ching ou Myoho rengue kyo chegou até o Japão levado pelo mestre Dengyo.

O sutra do Lótus é dividido em três grandes momentos que ocorrem em dois lugares diferentes, observe a figura abaixo:

Na continuação dessa publicação iniciaremos o estudos do Sutra do Lótus capítulo por capítulo.
Até mais!

sábado, 19 de novembro de 2016

Nam-Myoho-Rengue-Kyo, significado literal.


Significado literal do Nam-Myoho-Rengue-Kyo.
Como já havia dito antes, o mantra deve primeiramente ser sentido através de sua recitação para depois ser entendido e expressado em palavras.
Mas para aquele momentos em que você é abordado e questionado sobre o significado é importante que saiba dizer de forma rápida e assertiva e nesse sentido a imagem abaixo transmite essa ideia de forma simples e fácil de se guardar.


terça-feira, 15 de novembro de 2016

Nam myoho rengue kyo




O Nam-myoho-rengue-kyo é a expressão da verdade suprema da vida, a essência do Sutra de Lótus. quem recita o Nam-myoho-rengue-kyo atinge um estado de infinita alegria e boa sorte, o qual chamamos de Estado de Buda.

Nitiren Daishonin revelou o  Nam-myoho-rengue-kyo e o recitou pela primeira vez em 1253.

O título em japonês do Sutra de Lótus é  Myoho-rengue-kyo. Esse Sutra foi ditado pelo buda histórico Sakyamuni há aproximadamente 3000 mil anos atrás e somente em 1253, após ter estudado a fundo os principais ensinos é que Nitiren Daishonin chegou à conclusão de que o Sutra de Lótus continha o ensino mais profundo de Sakyamuni, tendo no seu título a sua essência.

Ao acrescentar a palavra Nam (Namu) derivada do sânscrito namas, que significa "devotar a própria vida" antepondo ao título ele o transformou em um mantra que representa a suprema Lei do universo.

Esse mantra abrange todas as leis, toda a matéria e toda a forma de vida existente no universo, é ao mesmo tempo a vida do universo e a vida individual dos seres humanos.

Vale lembrar que a tradução literal desse mantra não expõe a sua totalidade, sendo apenas uma tradução para compreensão racional. E somente com a prática diária de recitação do mantra (chamada de Daimoku) é que pode-se sentir a dimensão da lei na própria vida, revelando todas as nossas potencialidades e nos dando a sabedoria necessária para agirmos adequadamente nas diversas situações da vida.

No link abaixo você encontra um power point com a tradução do Nam-myoho-rengue-kyo para que você possa estudar ou usar nas suas reuniões.




domingo, 6 de novembro de 2016

Gosho: A Felicidade neste Mundo


“Não há felicidade maior para os seres humanos do que recitar o Nam-myoho-rengue-kyo. O sutra diz: "... onde os seres vivos vivem felizes e tranquilos”.
A que outro significado essa passagem poderia referir-se senão à alegria ilimitada da Lei? Com certeza o senhor conta entre os “seres vivos”. “Onde” indica Jambudpiva, e o Japão se encontra em Jambudpiva. Poderia a expressão “vivem felizes e tranquilos” significar outra coisa senão que nosso corpo e nossa mente, nossa vida e nosso ambiente são entidades dos três mil mundos num único momento da vida e budas de alegria ilimitada?
Não há felicidade maior do que manter a fé no Sutra de Lótus. Esse é o significado de “paz e segurança na presente existência e boas circunstâncias nas existências futuras”. Ainda que surjam problemas seculares  nunca permita que estes o perturbem. Ninguém pode evitar problemas, nem mesmo veneráveis e reverenciáveis. Beba saquê somente em casa com sua esposa e recite Nam-myoho-rengue-kyo. Sofra o que tiver de sofrer, desfrute o que existe para ser desfrutado. Considere tanto o sofrimentos como a alegria como fatos da vida, e continue orando o Nam-myoho-rengue-kyo, independente do que aconteça. Que outro significado isso poderia ter senão a alegria ilimitada da Lei? Fortaleça o poder da sua fé mais do que nunca.
Com meu profundo respeito,
Nichiren.
No vigésimo sétimo dia do sexto mês, no segundo ano da era Kenji [1276], signo cíclico hinoe-ne.
Em 27 de junho de 1276.


Este escrito foi endereçado a Shijo Kingo, um samurai e médico que servia à família Ema, uma ramificação do clã governante Hojo.
Daishonin tinha Shijo como um de seus principais seguidores, foi um dos primeiros a se converter e na época Shijo Kingo passava por sérias dificuldades.
Nishiren incentiva Kingo dizendo: "considere tanto o sofrimento como a alegria como fatos da vida e continue recitando Nam-myoho-rengue-kyo, independente do que aconteça"
Não há maior felicidade para os seres humanos que orar o Nam-myoho-rengue-kyo. O sutra diz: “As pessoas lá (em minha terra) são felizes e tranqüilas.”

O texto abaixo foi extraído do jornal BS de 22/02/2003.
"Ao afirmar: “Não há maior felicidade...”, Nitiren Daishonin refere-se não somente ao ato de orar, mas também ao estado de vida que resulta da oração, enfatizando que, com a fé na Lei Mística, pode-se desfrutar uma inabalável felicidade nesta existência. Para fundamentar essa afirmação, ele cita o verso do capítulo Juryo (16o) do Sutra de Lótus: 
“As pessoas lá (em minha terra) são felizes e tranqüilas.” Essa passagem vem da seguinte frase na qual o Buda Sakyamuni descreve a Terra do Buda: “Quando os homens testemunham o fim de um aeon e tudo é consumido num grande fogo, esta minha terra permanece salva e intacta, repleta de deuses e homens. As paredes, os palácios, seus jardins e bosques são adornados com todas as espécies de gemas. Árvores preciosas geram abundantes flores e frutos, e as pessoas de lá são felizes e tranqüilas. Os deuses tocam tambores celestiais, criando uma incessante sinfonia de sons. Uma chuva de botões brancos de mandara se espalha sobre o Buda e as pessoas. Minha terra pura é indestrutível, embora os homens a vejam como consumida pelo fogo, repleta de tristeza, medo e infortúnios, um lugar de incontáveis problemas.”

(...)Como seres humanos, somos limitados por nossas próprias fraquezas, pelas leis da transitoriedade, e pela nossa própria mortalidade. Portanto, a maioria das religiões visam a habilitar o ser humano a transcender seu estado limitado e finito por meio da união com alguma verdade eterna, seja a designada como Deus, Brahma, a Lei ou qualquer outro nome. Contudo, a grande parte dos ensinos religiosos tanto do Oriente como do Ocidente defendem que o “Absoluto” encontra-se isolado e, sempre, quase em contradição ao mundo que os homens habitam. Em outras palavras, para alcançar o objetivo religioso de união com a perfeição uma pessoa deve, por exemplo, morrer primeiro para depois atingir o paraíso ou a Terra Pura, como os seguidores da seita Nembutsu acreditavam; ou sair do ciclo de nascimento e morte, como sustentavam os brâmanes e alguns budistas primitivos. A tendência de traçar uma estrita linha de demarcação entre o sagrado e o mundano é quase incompreensível, pois as imperfeições humanas e a corrupção do mundo são tão óbvias que é natural que se conclua que a verdade absoluta deva encontrar-se em outro reino. Esse deve ser, em parte, o motivo de tantos sutras transitórios referirem-se a budas como habitantes de “terras puras”, invioladas pelos desejos mundanos e pelo mau carma, e isoladas do mundo humano.

Por mais compreensível que essa idéia possa ser, possui o efeito desastroso de fazer com que as pessoas depreciem sua realidade imediata e busquem suas respostas em outro tempo ou espaço — uma tendência que facilmente leva a denegrir e a subjugar o espírito humano. Buscando alguma força fora de si mesmos, as pessoas tendem a assumir uma atitude passiva, procurando conter a fúria de seus deuses ou suplicando-lhes o perdão e a salvação. (...)

O Sutra de Lótus nega qualquer separação fundamental entre o mundano e a verdade máxima, e defende que o “Absoluto” — o buda — existe dentro de todos os seres humanos. Em vez de depender de algum poder exterior para sua proteção, pode-se, por meio da prática budista, descobrir a realidade última dentro de si mesmo, percebendo a eternidade e a amplitude ilimitada da própria vida. Desse modo, o Budismo de Nitiren Daishonin faz do próprio indivíduo seu foco, ensinando-o, e acata que toda a potencialidade reside dentro dele próprio. Daishonin insiste veementemente nessa idéia quando afirma em “Sobre atingir o estado de Buda nesta existência”: “Mesmo que recite e acredite no Myoho-rengue-kyo, se pensa que a Lei existe fora de seu coração, o senhor não está abraçando a Lei Mística, mas um ensino inferior... Portanto, o senhor que ora myoho e recita rengue deve ter a profunda fé de que o Myoho-rengue-kyo é sua própria vida.” (Os Escritos de Nitiren Daishonin, vol. 1, pág. 2.)


Fontes: Jornal Brasil Seikyo ed. 1689, 22/01/22003. CEND, V. I, p.713.




sábado, 5 de novembro de 2016

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Velocidade de recitação do Daimoku


"Cada pessoa possui em si sua própria vida, que é a razão de ser de sua individualidade. Em outras palavras a vida parece uma onda que é parte integrante do imenso oceano da vida universal...Diz-se que é preciso dar a força da vida a cada homem, mas isso deve despertar nele a consciência da existência desta grande vida da qual cada um é um elemento"
Dr. Sawagata - Universidade de Osaka

Cada um deve encontrar a sua própria velocidade de recitação do Daimoku, seu próprio ritmo, seu próprio equilibrio. Algumas pessoas preferem a recitação rápida que é a mais utilizada em reuniões, já outras pessoas preferem um ritmo mais lento.

Ainda sobre o ritmo do Daimoku em sincronia com o ritmo do universo, os músicos dizem que o daimoku possui o compasso 6/8, considerado um dos mais agradáveis aos ouvidos, é como se fosse o ritmo da própria natureza.


Aqui no blog colocarei um exemplo de velocidade de recitação, que é a minha preferida. Mas cada um deve encontrar o seu próprio ritmo.



Fontes: Revista Terceira Civilização; Jornal Brasil Seikyo e Macjams.com

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Nam Myoho Renge Kyo - 南無妙法蓮華經 - Sob o aspecto da Música


Myoho-Rengue-Kyo é o título do Sutra de Lótus, o ensinamento do primeiro Buda histórico, Sakyamuni, há mais de três mil anos atrás. Muito tempo depois, no séc. XIII, Nichiren Daishonin estudou a fundo as principais doutrinas e ensinos de sua época e chegou à conclusão de que o Sutra de Lótus continha os ensinamentos mais profundos de Sakyamuni e que o título desse Sutra (Myoho-rengue-kyo) era sua essência.

O Nam-myoho-rengue-kyo abrange todas as leis do universo, toda a matéria e todas as formas de vida existentes. 
A recitação desse mantra coloca nossa vida no ritmo do próprio universo.

O Nam-myoho-rengue-kyo é vida e sua recitação é compartilhamento, é levar um pouco de nosso micro cosmo para o universo e trazer um pouco do macro universal para nossa vida.

O universo mantem o equilíbrio baseado em um ritmo e seu fluxo permeia todas as coisas. Poderíamos comparar o universo com uma orquestra que sob regência da Lei toca constantemente a sinfonia da vida. 


O vídeo a seguir propõe o uso da música aliada à recitação do mantra para a ativação de nossa energia vital.