sábado, 17 de março de 2018

Feminisno

https://youtu.be/-wGgWP4pyW4

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Capítulo 5 Yakusoyo - Parábola das ervas medicinais

O Buda Sakyamuni cita a "Parábola das ervas medicinais" para mostrar a benevolência do Buda que transmite seus conhecimentos a todas as pessoas.
Sakyamuni começa o capítulo elogiando Kashyapa por expor corretamente e depois começa a contar a parábola.

"Kashyapa, é como as plantas e árvores, arbustos e bosques e as ervas medicinais, extremamente variadas, cada uma com o seu nome e matiz, que crescem nas colinas e riachos, nos vales e diferentes solos do multivariado mundo. Nuvens densas espalham-se sobre ele, cobrindo a totalidade desse mundo diversificado e num momento saturando-o completamente. A umidade penetra todas as plantas, árvores, arbustos, bosques e ervas medicinais igualmente, até às suas grandes raízes, grandes caules e grandes folhas. Cada uma das árvores, grande ou pequena, dependendo do facto de ser de natureza superior, média ou inferior, recebe a sua porção. A chuva que cai de cada grupo de nuvens está de acordo com cada natureza e espécie particular, fazendo-a despontar e amadurecer, vindo a dar flores e frutos. Ainda que estas plantas e árvores estejam na mesma terra e sejam regadas pela mesma chuva, cada uma tem as suas diferenças e particularidades".

O próprio Sakyamuni interpreta a parábola dizendo que o aparecimento do buda nesse mundo é como uma grande nuvem que cobre todas as coisas. O buda aparece no muno e revela a verdade da vida a todas as pessoas e sob diversos ângulos. Satisfazendo as pessoas miseráveis e libertando-as do sofrimento para dar-lhes paz.

Sakyamuni ensinou a Lei para todas as pessoas sem distinção, mas as pessoas nem sempre compreendem seu significado.
O presidente da SGI, dr. Daisaku Ikeda diz o seguinte sobre essa parábola:
"Essa é a essência da pregação do Buda de seu ponto de vista. Mas as pessoas, de sua parte, falham em compreender esse benefício. A quantidade de chuva recebida e sua eficácia diferem de acordo com a personalidade particular e o tamanho das plantas e árvores. Similarmente, embora o Buda exponha somente o veículo único do Buda, há diferenças em como as pessoas recebem esses ensinos. à medida que eles são filtrados pela compreensão das pessoas, os ensinos do Buda assumem a forma dos chamados três veículos". (BS, ed. 1389)

Sakyamuni encerra o capítulo recitando um verso para ressaltar o sentido de suas palavras. Veja algumas partes desse verso :


"O Rei do Dharma, destruidor do ser, 
quando aparece no mundo 
procede de acordo com os desejos dos seres viventes, 
pregando a Lei de várias maneiras.
O Tathagata, merecedor de ofertas e de reverência, 
é profundo e de longo alcance na sabedoria.
Por muito tempo ele mantém o silêncio quanto ao essencial, 
sem pressa de falar tudo de uma vez.
Se aqueles que são sábios o ouvem 
conseguem acreditar nele e compreendê-lo, 
mas os que não têm sabedoria terão dúvidas e hesitações 
e por todo o tempo permanecerão no erro.
Por esta razão, Kashyapa, 
ele adapta-se à pessoa para permitir uma visão correcta.
Kashyapa, deves entender 
que é como uma grande nuvem 
que se levanta no mundo e o cobre inteiramente.
Esta nuvem benéfica 
está cheia de umidade, 
de relâmpagos e clarões, 
e o som da tempestade ecoa ao longe 
fazendo rejubilar as multidões.
Os raios do sol ficam velados e escondidos, 
e uma nítida frescura vem cobrir a terra; 
massas de escuridão, quase tangíveis, 
descem e espalham-se.
A chuva cai em toda a parte, 
descendo nas quatro direções, 
e a sua intensidade é imensurável, 
alcançando todas as áreas da terra, 
até às ravinas e vales das montanhas e dos rios, 
até aos lugares remotos e isolados 
onde crescem plantas, arbustos, 
ervas medicinais, árvores grandes e pequenas, 
grãos, arrozais, 
canas de açúcar, vinhas.
A chuva rega a todos,
nenhum deixa de receber a sua parte, 
o chão ressequido fica molhado, 
ervas e árvores crescem viçosas.
O que cai das nuvens é de um único sabor,
mas as plantas e árvores, 
arbustos e bosques, 
aceitam cada um a porção de umidade que lhes convém.
Todas as várias árvores, 
quer sejam superiores, médias ou inferiores, 
tomam o que é ajustado à sua condição 
e cada uma é assim capaz de despontar e crescer.

(...)
O Buddha é assim 
quando aparece no mundo,
é comparável a uma grande nuvem 
que cobre tudo em toda a parte.
Tendo aparecido no mundo 
pelo bem dos seres viventes 
ele estabelece distinções 
ao expor a verdade dos fenômenos.

(...)
Desta forma, Kashyapa, 
a Lei pregada pelo Buddha 
é comparável a uma grande nuvem 
que, com chuva de um único sabor, 
rega as flores humanas 
de modo a que cada uma possa frutificar.
Kashyapa, deves compreender 
que através de várias causas e condições, 
vários tipos de metáforas e parábolas, 
eu abro e revelo a via do Buddha.
Este é um meio expedito que eu emprego 
e o mesmo é verdadeiro quanto aos outros Buddhas.
Agora, para ti e para os outros 
eu prego a mais derradeira verdade:
nenhum de entre a multidão de ouvintes 
entrou na fase de extinção.
O que estais a praticar 
é a via do bodhisattva, 
e à medida que avançais em prática e aprendizagem 
estais certos de alcançar a Iluminação".



A parábola das ervas medicinais assim como as parábolas anteriores são expostas para mostrar o princípio da substituição dos três veículos pelo veículo único.

O Buda expôs vários ensinos para justamente se adequar a capacidade e a tendencia de cada pessoa e prepará-las para buscarem a sua essência, que é a de chegar ao veículo único.

  • Três veículos: Erudição; Absorção e Bodhisattva.
  • Veículo único: Estado de Buda (iluminação).

Referências:
The Lotus Sutra - Burton Watson.
Preleção dos capítulos Hobem e Juryo - Daisaku Ikeda.
Jornal Brasil Seikyo.


segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Capítulo 4 Shingue - “Fé e Compreensão”



Kumarajiva era um estudioso do Sutra do Lótus e fez a seguinte colocação a respeito do quarto capítulo: "Espírito inato de procurar continuamente pelo auto-aprimoramento" e chama isso de Fé e compreensão.

Neste capítulo, os quatro grandes ouvintes, os homens de erudição, que ouviram a parábola das três carroças e da casa em chamas ficam contentes com sua descoberta de que o mundo do estado de Buda existe na própria vida, dizendo: “Esta coroa de jóias insuperáveis veio a nós sem ser requisitada”. Os homens eram:

A “coroa de jóias insuperáveis” pode ser interpretada como indicando o ensino do Sutra de Lótus, o estado de Buda, ou a própria vida, que contém o estado de Buda. Eles compreendem que a intenção do Buda é substituir os dois veículos (de Erudição e Absorção) pelo veículo supremo (do estado de Buda). Eles demonstram sua compreensão contando a segunda das sete parábolas do Sutra de Lótus, “O homem rico e seu filho”.
 


“Honrado pelo Mundo, nós gostaríamos agora de empregar uma parábola para tornar claro o que queremos dizer. Suponhamos que existia um homem, ainda novo, que tendo abandonado o seu pai, fugiu e viveu por muito tempo noutra terra, talvez por dez anos, vinte, ou mesmo cinquenta anos. Conforme envelheceu, ficou cada vez mais pobre e necessitado. Ele procurou em todas as direcções por comida e vestuário, errando cada vez mais longe até que o acaso o levou na direcção da sua terra natal.
“O pai entretanto tinha procurado o filho sem sucesso e fixou a sua residência numa certa cidade. A sua casa era muito abastada, com inúmeras riquezas e tesouros. Ouro, prata, lápis-lazuli, coral, âmbar e cristal abundavam nos seus armazéns. Tinha muitos criados, secretários, empregados, elefantes, cavalos, carruagens, bois e veados sem conta. Estava envolvido em empreendimentos lucrativos quer na sua casa quer nas redondezas, e tinha também muitos negócios com comerciantes e caixeiros viajantes.

“Nessa altura o filho pobre vagabundeava de terra em terra, passando por muitas cidades e vilas, até que por fim chegou à cidade onde o seu pai residia. O pai pensava constantemente no seu filho, mas apesar de terem decorrido mais de cinquenta anos desde a sua partida nunca falara desse assunto a ninguém. Ele apenas ponderava para si o seu coração cheio de mágoa e saudade. Ele achava-se velho e decrépito. Tinha grandes posses e fortuna, ouro, prata e tesouros raros que enchiam a transbordar os seus armazéns, mas não tinha nenhum filho, de modo que quando morresse as suas posses seriam desbaratadas e perdidas, pois não havia ninguém a quem confiá-las.
“Por esta razão ele pensava tão seriamente no seu filho. E tinha também este pensamento: se eu conseguisse encontrar o meu filho e lhe pudesse confiar confiar as minhas posses, poderia então sentir-me contente e em paz, sem mais preocupações.

“Honrado Pelo Mundo, nessa altura o filho pobre passava de um emprego para outro até que por acaso foi ter a casa do seu pai. Ele parou perante os portões, olhando de longe para o seu pai que estava num trono de leão, as suas pernas apoiadas numa banqueta de jóias, enquanto Brahmans, nobres e proprietários o rodeavam com deferência. Grinaldas de pérolas no valor de milhares adornavam o seu corpo, e servos e empregados segurando grandes leques brancos ladeavam-no perfilados ao seu serviço. Um dossel de jóias cobria-o, com bandeiras floridas penduradas, água perfumada aspergida pelo chão, pilhas de flores raras espalhadas, e objectos preciosos estavam constantemente a passar e a ser levados ou trocados. Estes eram os muitos e variados adornos, os sinais e marcas de distinção.

“Quando o filho pobre viu a grandeza do poder e autoridade do seu pai, ficou cheio de medo e arrependido por ter ido àquele local. Pensou secretamente para si: deve ser algum rei, ou alguém semelhante a um rei. Este não é o tipo de lugar onde eu possa arranjar trabalho e ganhar a vida. Seria melhor ir para uma vila pobre onde, se eu trabalhar arduamente, consiga encontrar um lugar para viver e ganhar o meu alimento e comida. Se eu ficar aqui por mais tempo, posso ainda ser preso! Tendo pensado assim foi-se embora daquele local.
“Nessa altura, o homem rico, sentado no seu trono, viu o seu filho e reconheceu-o de imediato. O seu coração encheu-se de alegria e pensou: Agora tenho alguém a quem confiar os meus armazéns de riquezas! Os meus pensamentos estiveram sempre com este meu filho mas eu não tinha maneira de o ver. Agora ele apareceu subitamente, correspondendo ao que eu tinha desejado. Apesar de eu ser velho e decrépito, ainda me preocupo com o destino dos meus pertences.
“Então ele mandou um empregado ir atrás do filho o mais depressa possível e traze-lo de volta. O mensageiro correu rapidamente e alcançou-o. O filho pobre, assustado e alarmado, gritou desesperado, “Não fiz nada de mal! Porque me querem prender?” mas o mensageiro segurou-o firmemente e trouxe-o de volta.

“Nessa altura o filho pensou, “Não cometi nenhum crime e ainda assim sou levado prisioneiro. Ainda vão acabar por me matar!” Estava mais assustado do que nunca e caiu no chão, desmaiando de desespero.
“O pai, vendo isto à distância, disse ao mensageiro, “Não preciso deste homem. Não o forcem a vir aqui. Espalhem água pela sua cara para que recobre os sentidos e depois não lhe digam mais nada!”
“Porque é que ele fez isso? Porque sabia que o seu filho era de modestas ambições e dificilmente aceitaria o seu poder e condição eminentes. Ele sabia muito bem que esse era o seu filho mas como meio expedito não o disse a ninguém.

“O mensageiro disse então ao filho pobre, “Vou-te libertar. És livre de ir para onde quiseres.” O filho ficou radiante, ganhando o que nunca tivera antes. Levantou-se do chão e dirigiu-se para a cidade de modo a procurar comida e roupa.
“Nessa altura o homem rico, desejando atrair o seu filho de volta, decidiu empregar um meio expedito e enviar dois homens disfarçados, homens de aspecto magro e macilento sem nenhum indício ameaçador. ”Ide procurar esse pobre homem e aproximem-se dele de forma casual. Digam-lhe que conhecem um lugar onde pode ganhar o dobro do salário habitual. Se ele concordar com a proposta, trazei-o para aqui e ponham-no a trabalhar. Se ele perguntar que tipo de trabalho lhe será destinado, digam-lhe que terá de limpar excremento e que vocês trabalharão com ele.”
“Os dois mensageiros foram de imediato procurar o herdeiro, e quando o encontraram, falaram-lhe de acordo com as instruções recebidas. Então o filho pediu um adiantamento do seu salário e foi depois com eles para ajudar na limpeza do excremento.

Quando o pai viu o seu filho, compadeceu-se e preocupou-se com ele. Dias depois, quando olhava da janela, viu o filho à distância, o seu corpo magro e macilento, sujo de excremento, imundice e impureza. O pai de imediato tirou os seus colares, as suas vestes finas e os outros adornos e vestiu roupas velhas e sujas. Espalhou sujidade no corpo, pegou num utensílio para remover excremento e adoptando modos rudes, falou para os empregados dizendo, “Continuem o vosso trabalho! Não sejam preguiçosos!” Através deste meio expedito ele foi capaz de se aproximar do seu filho.

“Mais tarde, ele falou novamente ao seu filho, dizendo, “Deves continuar neste trabalho sem nunca me deixares. Eu aumentarei o teu salário e quanto àquilo de que precisares, quer sejam utensílios, arroz, farinha, sal, vinagre e outros bens, não te deves preocupar. Eu tenho um velho criado que te pode ajudar quando precisares. Podes estar à vontade. Eu serei como um pai para ti. Porque digo isto? Porque já sou entrado em anos, mas tu és novo e robusto. Quando estás a trabalhar nunca és enganador ou preguiçoso nem dizes palavras rancorosas ou ressentidas. Não pareces ter nenhuma dessas faltas que os meus outros trabalhadores têm. De agora em diante, tu serás como meu próprio filho”. E o homem rico tratou de escolher um nome para o homem como se ele fosse seu filho.

“Nessa altura o filho pobre, apesar de se sentir encantado com este tratamento, ainda se via a si próprio como uma pessoa de condição humilde que estava ao serviço de outrem. Entretanto o homem rico manteve-o a limpar excremento nos vinte anos seguintes. Ao fim desse tempo, o filho sentia que confiavam nele e movimentava-se à sua vontade, mas continuava a viver no mesmo lugar de sempre.
“Honrado Pelo mundo, nessa altura o homem rico adoeceu e soube que não tardaria a morrer. Falou então com o seu filho dizendo, “Tenho grandes quantidades de ouro, prata e tesouros raros que enchem os meus armazéns. Deves assumir agora o controle das somas que tenho e das despesas e receitas. Porquê? Porque de agora em diante tu e eu não nos comportaremos como duas pessoas independentes. Por isso deves manter o teu bom senso e garantir que não hajam perdas ou erros.”
“Então o filho pobre, tendo recebido estas instruções, tomou a seu cargo a vigilância de todos os bens, o ouro, a prata, os tesouros raros e os vários armazéns, mas nunca pensou em apropriar-se da mais pequena soma. Continuou a viver no mesmo local de sempre, vendo-se a si mesmo como pessoa humilde e de baixa condição.

“Após ter passado algum tempo, o pai percebeu que o seu filho, pouco a pouco, ia-se tornando mais auto confiante e disposto a concretizar tarefas importantes, apesar da opinião depreciativa que tinha de si mesmo anteriormente. Verificando que o seu fim estava próximo, ordenou ao seu filho que marcasse uma reunião com o rei do país, os ministros, os nobres e os proprietários. Quando estavam todos juntos, fez o seguinte anuncio: “Senhores, deveis saber que este é meu filho de nascimento. Em tal cidade ele deixou-me e fugiu e por cinquenta anos acarretou sofrimentos e dificuldades. Tal é o seu nome original e tal é o meu nome. No passado, quando ainda vivia na minha cidade de nascimento, preocupava-me com ele e saí a procurá-lo. Algum tempo depois, subitamente, calhei de o encontrar. Este é verdadeiramente o meu filho e eu sou o seu pai. Agora, tudo o que me pertence, todos as minhas posses e fortuna devem por direito pertencer a este meu filho. Todos os assuntos de receitas e despesas ocorridos no passado são já do seu conhecimento.”

“Honrado Pelo Mundo, quando o filho pobre ouviu estas palavras do seu pai, foi invadido por uma grande alegria, tendo ganho o que nunca possuíra, e pensou para si: “Originalmente nunca tive qualquer ideia de cobiça por essas coisas. No entanto estes armazéns de tesouros vieram por si mesmos ter comigo!


O homem rico representa o buda Shakyamuni. 

O filho pobre simboliza as pessoas que não encontraram o budismo.

O buda Shakyamuni percebe a capacidade das pessoas, e as conduz gradativamente à iluminação, assim como o homem rico oferece ao filho o humilde trabalho para depois o delegar a tarefa de administrar a propriedade.

Do ponto de vista do Budismo Nitiren, o filho representa as pessoas que vagam pela vida sem nunca encontrar o Buda. 
O pai é o Buda Original Nitiren Daishonin, que legou o Gohonzon à humanidade. 
   
Como o filho pobre, as pessoas vivem sem saber que são Budas em potencial. Para que eles possam evidenciar essa condição de vida, Nitiren Daishonin inscreveu um mandala na forma do Gohonzon, possibilitando-as a conduzir plenamente a vida cheia de esperança, ilimitada alegria, energia vital e sabedoria.


Referências:

The Lotus Sutra – Burton Watson
PRELEÇÃO DOS CAPÍTULOS HOBEN E JURYO, Daisaku Ikeda, SP: Brasil Seikyo, 2001

Capítulo 3 Hiyu - “Parábola”



O Sutra do Lótus é considerado o mais importante dos Sutras.

Base dos estudos do budismo moderno.

No capítulo Hobem, o buda Sakyamuni revela que os três veículos de Erudição, Abssorção e Bodhsatva não são nada além de “Meios” que o Buda usa para conduzir as pessoas à iluminação.

O Buda diz:
 “Numa época vindoura, o senhor torna-se-á um Buda. O seu nome será Buda Luz da Flor (keko).  A sua terra será chamada Imaculada (Riku).  A época, nesse tempo, será chamada Grande Explendor da Jóia (Daiho Shogon)”.




As pessoas tiveram dificuldade para entender isso. Sharihotsu então pede para que o Buda fale  de modo mais compreensivo. Então Sakyamuni expõe a seguinte parábola:  

"Parábola das três carroças e da casa em chamas"


Vamos entender um pouco mais a respeito da parábola:
 

E desta forma temos o seguinte caminho:

Referências:
PRELEÇÃO DOS CAPÍTULOS HOBEN E JURYO,   Daisaku  Ikeda, SP: Brasil Seikyo, 2001.
Revista Terceira civilização.
Jornal Brasil Seikyo.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Sutra do Lótus - Cap. 2 Hoben (Meios) Niji Sesson


O segundo capítulo do Sutra do Lótus se inicia quando Sakyamini se levanta serenamente de sua meditação e começa a expor o Sutra do Lótus. Ao contrário do que vinha acontecendo até então, onde o Buda expunha de acordo com a capacidade das pessoas em entender os ensinos, aqui o Sutra do Lótus é exposto por desejo do Buda.

Nitiren Daishonin ao expor o ensino do Nam Myoho Rengue Kyo espontaneamente o faz também por desejo de que todas as pessoas atinjam a iluminação. 

As práticas: Individual (Gongyo e daimoku) e Autruista (ajudar as pessoas a alcançar a felicidade). São também manifestações do espírito do Buda para que todos atinjam a iluminação.


A primeira frase do Capitulo é: Niji Sesson (Nesse momento).  
Com relação a essa frase o Presidente Toda diz:

“Nesse momento refere-se ao conceito de tempo empregado no budismo. 

Difere do sentido que costumamos usar para indicar as hora, as estações do ano ou para especificar uma época. Nem é compatível à típica introdução dos contos infantis: “Era uma vez...”. 

O tempo, no sentido aqui expresso, refere-se ao momento em que um Buda, percebendo a ansiedade das pessoas em ouvi-lo, aparece a fim de expor o seu ensino.”



Quatro condições são necessárias para que um Buda exponha a Lei:




Vamos nos concentrar por enquanto na questão do tempo. 
Um Buda compreende o tempo profundamente e aguarda o momento propício, cria o momento e expõe a Lei de acordo com o tempo. Essa é a sabedoria e benevolência do Buda.

Sakyamuni em sua época transmitia seus ensinos oralmente.

Nichiren escrevia cartas para seus discípulos e muitas vezes tinham que andar muitos quilômetros para ter acesso a essas cartas.

Hoje dispomos de muitas alternativas muito mais rápidas de comunicação, como por exemplo, a internet onde a informação pode ser transmitida numa velocidade nunca antes vista.

"Esse momento" é o momento de avançarmos para a concretização do Kossen Rufu.



"Esse momento" está ligado diretamente com o agora. 
Segundo a Lei, somos o resultados de nossas palavras, pensamentos e ações. O que fazemos nesse momento muda todo o nosso futuro.



Referências:
•PRELEÇÃO DOS CAPÍTULOS HOBEN E JURYO - Daisaku Ikeda, SP: Brasil Seikyo, 2001.
•A sabedoria do Sutra de Lótus v.I Daisaku Ikeda, SP: Brasil Seikyo.   
•Revista Terceira Civilização e Jornal Brasil Seikyo.             

domingo, 20 de agosto de 2017

Sutra do Lótus - Capítulo 1

O primeiro capítulo (Introdução) do Sutra do Lótus inicia-se com a seguinte frase “Assim eu ouvi”, da mesma forma que diversos outros sutras, pois os mesmos só foram escritos muito depois da morte de Sakyamuni e ao serem ditados para serem escritos seus discípulos começavam com a frase “Assim eu ouvi”.


No começo do capítulo o Buda identifica o cenário como sendo o Pico da Águia na Índia e identifica também incontáveis Arhats, bodhisattvas, divindades celestiais, asuras, garudas e seres humanos e não humanos, todos reunidos naquele local para ouvir sua pregação. 
O Buda então expõe o Sutra Muryogui, onde ele afirma: "Nesses mais de quarenta anos, não revelei a verdade" e "os infinitos significados derivam de uma única lei" Após a exposição desse sutra ele entra em profunda meditação "Samandhi" e é nesse momento que quatro tipos de flores extraordinárias caem do céu e a terra estremece de seis maneiras diferentes. Então acontece do Buda emitir um raio de luz do tufo de cabelos brancos do meio de suas sobrancelhas iluminando dezoito mil mundos a leste e deixando todos os seres dos seis caminhos claramente visíveis.

Pico da Águia em Rajagrilha, na Índia

Este vasto número de seres reunidos nesta assembléia do capítulo "Introdução" são uma manifestação de todos os seres dos nove mundo. Representados pelos estados: Inferno; Fome; Animalidade; Ira; Tranquilidade; Alegria; Erudição; Absorção e Bodhsattva. Todos esses mundos se encontram na própria vida do Buda.

Em meio às pessoas que ficam espantadas com esse fenômeno o Bodhsattva Monjushiri que já praticou servindo inumeráveis Budas explana o seu significado. Ele diz que no passado inumeráveis Budas fizeram o mesmo e em seguida expuseram um ensino superior. Ele segue dizendo que esse ensino superior que expunham era chamado de Myoho Rengue Kyo. 
Outros Bodhsattvas confirmam que os prodígios observados ali eram idênticos aos observados por eles no passado e concluem que Sakyamuni está prestes a revelar um ensino chamado Myoho Rengue Kyo.

Arhats: Um ser de elevada estatura espiritual.
Asura: Antideuses, seres da mitologia hindu.
Garudas: Da mitologia hindu, parecido com uma águia simboliza a luta entre o bem e o mal.
Samandhi: Lugar de imensuráveis significados.

Para saber mais:
Revista Terceira civilização, edições n. 407 e 462.
Jornal Brasil Seikyo, ed.1332.
Livro Preleção dos capítulos Hoben e Juryo.
Livro A sabedoria do sutra de Lótus.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

O Sutra do Lótus - Apresentação

Saddharma-pundarika título do sutra em Sanscrito
Saddharma=Verdade absoluta
Pundarika=Lótus branco

Sakyamuni pregou esse ensino nos seus últimos oito anos de vida.


Segundo a tradição budista os discípulos de Sakyamuni se reuniram cerca de três meses após sua morte, na gruta das sete folhas, perto de Rajagrilha, capital do estado de Magadha, na India oriental.
Desse conselho participaram 500 monges presididos por Mahakashyapa. Os membros que participaram dessa assembléia confirmaram a retidão das informações e recitaram juntos, porém nada foi escrito, pois não era costume da época.
Apenas cerca de um século após essa assembléia é que os monges começaram a compilar e a preservar essas informações em textos conhecidos como Vinaya (regras) e como Sutras (doutrinas e ensinamentos).
Com o passar do tempo os sutras foram sendo traduzidos e levados para outros países chegando assim à China. e foi na China que Tient'ai organizou o sutra do Lótus, dividindo-o em 28 capítulos.


 E em sua oitava tradução realizada por Kumarajiva e com o título de Miao-fa -lien - hua Ching ou Myoho rengue kyo chegou até o Japão levado pelo mestre Dengyo.

O sutra do Lótus é dividido em três grandes momentos que ocorrem em dois lugares diferentes, observe a figura abaixo:

Na continuação dessa publicação iniciaremos o estudos do Sutra do Lótus capítulo por capítulo.
Até mais!

sábado, 19 de novembro de 2016

Nam-Myoho-Rengue-Kyo, significado literal.


Significado literal do Nam-Myoho-Rengue-Kyo.
Como já havia dito antes, o mantra deve primeiramente ser sentido através de sua recitação para depois ser entendido e expressado em palavras.
Mas para aquele momentos em que você é abordado e questionado sobre o significado é importante que saiba dizer de forma rápida e assertiva e nesse sentido a imagem abaixo transmite essa ideia de forma simples e fácil de se guardar.


terça-feira, 15 de novembro de 2016

Nam myoho rengue kyo




O Nam-myoho-rengue-kyo é a expressão da verdade suprema da vida, a essência do Sutra de Lótus. quem recita o Nam-myoho-rengue-kyo atinge um estado de infinita alegria e boa sorte, o qual chamamos de Estado de Buda.

Nitiren Daishonin revelou o  Nam-myoho-rengue-kyo e o recitou pela primeira vez em 1253.

O título em japonês do Sutra de Lótus é  Myoho-rengue-kyo. Esse Sutra foi ditado pelo buda histórico Sakyamuni há aproximadamente 3000 mil anos atrás e somente em 1253, após ter estudado a fundo os principais ensinos é que Nitiren Daishonin chegou à conclusão de que o Sutra de Lótus continha o ensino mais profundo de Sakyamuni, tendo no seu título a sua essência.

Ao acrescentar a palavra Nam (Namu) derivada do sânscrito namas, que significa "devotar a própria vida" antepondo ao título ele o transformou em um mantra que representa a suprema Lei do universo.

Esse mantra abrange todas as leis, toda a matéria e toda a forma de vida existente no universo, é ao mesmo tempo a vida do universo e a vida individual dos seres humanos.

Vale lembrar que a tradução literal desse mantra não expõe a sua totalidade, sendo apenas uma tradução para compreensão racional. E somente com a prática diária de recitação do mantra (chamada de Daimoku) é que pode-se sentir a dimensão da lei na própria vida, revelando todas as nossas potencialidades e nos dando a sabedoria necessária para agirmos adequadamente nas diversas situações da vida.

No link abaixo você encontra um power point com a tradução do Nam-myoho-rengue-kyo para que você possa estudar ou usar nas suas reuniões.




domingo, 6 de novembro de 2016

Gosho: A Felicidade neste Mundo


“Não há felicidade maior para os seres humanos do que recitar o Nam-myoho-rengue-kyo. O sutra diz: "... onde os seres vivos vivem felizes e tranquilos”.
A que outro significado essa passagem poderia referir-se senão à alegria ilimitada da Lei? Com certeza o senhor conta entre os “seres vivos”. “Onde” indica Jambudpiva, e o Japão se encontra em Jambudpiva. Poderia a expressão “vivem felizes e tranquilos” significar outra coisa senão que nosso corpo e nossa mente, nossa vida e nosso ambiente são entidades dos três mil mundos num único momento da vida e budas de alegria ilimitada?
Não há felicidade maior do que manter a fé no Sutra de Lótus. Esse é o significado de “paz e segurança na presente existência e boas circunstâncias nas existências futuras”. Ainda que surjam problemas seculares  nunca permita que estes o perturbem. Ninguém pode evitar problemas, nem mesmo veneráveis e reverenciáveis. Beba saquê somente em casa com sua esposa e recite Nam-myoho-rengue-kyo. Sofra o que tiver de sofrer, desfrute o que existe para ser desfrutado. Considere tanto o sofrimentos como a alegria como fatos da vida, e continue orando o Nam-myoho-rengue-kyo, independente do que aconteça. Que outro significado isso poderia ter senão a alegria ilimitada da Lei? Fortaleça o poder da sua fé mais do que nunca.
Com meu profundo respeito,
Nichiren.
No vigésimo sétimo dia do sexto mês, no segundo ano da era Kenji [1276], signo cíclico hinoe-ne.
Em 27 de junho de 1276.


Este escrito foi endereçado a Shijo Kingo, um samurai e médico que servia à família Ema, uma ramificação do clã governante Hojo.
Daishonin tinha Shijo como um de seus principais seguidores, foi um dos primeiros a se converter e na época Shijo Kingo passava por sérias dificuldades.
Nishiren incentiva Kingo dizendo: "considere tanto o sofrimento como a alegria como fatos da vida e continue recitando Nam-myoho-rengue-kyo, independente do que aconteça"
Não há maior felicidade para os seres humanos que orar o Nam-myoho-rengue-kyo. O sutra diz: “As pessoas lá (em minha terra) são felizes e tranqüilas.”

O texto abaixo foi extraído do jornal BS de 22/02/2003.
"Ao afirmar: “Não há maior felicidade...”, Nitiren Daishonin refere-se não somente ao ato de orar, mas também ao estado de vida que resulta da oração, enfatizando que, com a fé na Lei Mística, pode-se desfrutar uma inabalável felicidade nesta existência. Para fundamentar essa afirmação, ele cita o verso do capítulo Juryo (16o) do Sutra de Lótus: 
“As pessoas lá (em minha terra) são felizes e tranqüilas.” Essa passagem vem da seguinte frase na qual o Buda Sakyamuni descreve a Terra do Buda: “Quando os homens testemunham o fim de um aeon e tudo é consumido num grande fogo, esta minha terra permanece salva e intacta, repleta de deuses e homens. As paredes, os palácios, seus jardins e bosques são adornados com todas as espécies de gemas. Árvores preciosas geram abundantes flores e frutos, e as pessoas de lá são felizes e tranqüilas. Os deuses tocam tambores celestiais, criando uma incessante sinfonia de sons. Uma chuva de botões brancos de mandara se espalha sobre o Buda e as pessoas. Minha terra pura é indestrutível, embora os homens a vejam como consumida pelo fogo, repleta de tristeza, medo e infortúnios, um lugar de incontáveis problemas.”

(...)Como seres humanos, somos limitados por nossas próprias fraquezas, pelas leis da transitoriedade, e pela nossa própria mortalidade. Portanto, a maioria das religiões visam a habilitar o ser humano a transcender seu estado limitado e finito por meio da união com alguma verdade eterna, seja a designada como Deus, Brahma, a Lei ou qualquer outro nome. Contudo, a grande parte dos ensinos religiosos tanto do Oriente como do Ocidente defendem que o “Absoluto” encontra-se isolado e, sempre, quase em contradição ao mundo que os homens habitam. Em outras palavras, para alcançar o objetivo religioso de união com a perfeição uma pessoa deve, por exemplo, morrer primeiro para depois atingir o paraíso ou a Terra Pura, como os seguidores da seita Nembutsu acreditavam; ou sair do ciclo de nascimento e morte, como sustentavam os brâmanes e alguns budistas primitivos. A tendência de traçar uma estrita linha de demarcação entre o sagrado e o mundano é quase incompreensível, pois as imperfeições humanas e a corrupção do mundo são tão óbvias que é natural que se conclua que a verdade absoluta deva encontrar-se em outro reino. Esse deve ser, em parte, o motivo de tantos sutras transitórios referirem-se a budas como habitantes de “terras puras”, invioladas pelos desejos mundanos e pelo mau carma, e isoladas do mundo humano.

Por mais compreensível que essa idéia possa ser, possui o efeito desastroso de fazer com que as pessoas depreciem sua realidade imediata e busquem suas respostas em outro tempo ou espaço — uma tendência que facilmente leva a denegrir e a subjugar o espírito humano. Buscando alguma força fora de si mesmos, as pessoas tendem a assumir uma atitude passiva, procurando conter a fúria de seus deuses ou suplicando-lhes o perdão e a salvação. (...)

O Sutra de Lótus nega qualquer separação fundamental entre o mundano e a verdade máxima, e defende que o “Absoluto” — o buda — existe dentro de todos os seres humanos. Em vez de depender de algum poder exterior para sua proteção, pode-se, por meio da prática budista, descobrir a realidade última dentro de si mesmo, percebendo a eternidade e a amplitude ilimitada da própria vida. Desse modo, o Budismo de Nitiren Daishonin faz do próprio indivíduo seu foco, ensinando-o, e acata que toda a potencialidade reside dentro dele próprio. Daishonin insiste veementemente nessa idéia quando afirma em “Sobre atingir o estado de Buda nesta existência”: “Mesmo que recite e acredite no Myoho-rengue-kyo, se pensa que a Lei existe fora de seu coração, o senhor não está abraçando a Lei Mística, mas um ensino inferior... Portanto, o senhor que ora myoho e recita rengue deve ter a profunda fé de que o Myoho-rengue-kyo é sua própria vida.” (Os Escritos de Nitiren Daishonin, vol. 1, pág. 2.)


Fontes: Jornal Brasil Seikyo ed. 1689, 22/01/22003. CEND, V. I, p.713.




sábado, 5 de novembro de 2016

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Velocidade de recitação do Daimoku


"Cada pessoa possui em si sua própria vida, que é a razão de ser de sua individualidade. Em outras palavras a vida parece uma onda que é parte integrante do imenso oceano da vida universal...Diz-se que é preciso dar a força da vida a cada homem, mas isso deve despertar nele a consciência da existência desta grande vida da qual cada um é um elemento"
Dr. Sawagata - Universidade de Osaka

Cada um deve encontrar a sua própria velocidade de recitação do Daimoku, seu próprio ritmo, seu próprio equilibrio. Algumas pessoas preferem a recitação rápida que é a mais utilizada em reuniões, já outras pessoas preferem um ritmo mais lento.

Ainda sobre o ritmo do Daimoku em sincronia com o ritmo do universo, os músicos dizem que o daimoku possui o compasso 6/8, considerado um dos mais agradáveis aos ouvidos, é como se fosse o ritmo da própria natureza.


Aqui no blog colocarei um exemplo de velocidade de recitação, que é a minha preferida. Mas cada um deve encontrar o seu próprio ritmo.



Fontes: Revista Terceira Civilização; Jornal Brasil Seikyo e Macjams.com

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Nam Myoho Renge Kyo - 南無妙法蓮華經 - Sob o aspecto da Música


Myoho-Rengue-Kyo é o título do Sutra de Lótus, o ensinamento do primeiro Buda histórico, Sakyamuni, há mais de três mil anos atrás. Muito tempo depois, no séc. XIII, Nichiren Daishonin estudou a fundo as principais doutrinas e ensinos de sua época e chegou à conclusão de que o Sutra de Lótus continha os ensinamentos mais profundos de Sakyamuni e que o título desse Sutra (Myoho-rengue-kyo) era sua essência.

O Nam-myoho-rengue-kyo abrange todas as leis do universo, toda a matéria e todas as formas de vida existentes. 
A recitação desse mantra coloca nossa vida no ritmo do próprio universo.

O Nam-myoho-rengue-kyo é vida e sua recitação é compartilhamento, é levar um pouco de nosso micro cosmo para o universo e trazer um pouco do macro universal para nossa vida.

O universo mantem o equilíbrio baseado em um ritmo e seu fluxo permeia todas as coisas. Poderíamos comparar o universo com uma orquestra que sob regência da Lei toca constantemente a sinfonia da vida. 


O vídeo a seguir propõe o uso da música aliada à recitação do mantra para a ativação de nossa energia vital.